Curso de operador de empilhadeira

empilhador

Você sabe o que é ensinado no curso de operador de empilhadeira? Quais são os requisitos mínimos para pode fazer o curso operador de empilhadeira, onde fazer e se ele tem validade?

Decidimos abordar esse tema, da formação dos operadores de empilhadeiras, porque 39% dos profissionais da intralogística responderam na nossa enquete do LinkedIn que a principal fonte de problemas das empilhadeiras elétricas são os operadores:

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Com base nessas respostas começamos a nos questionar sobre a formação dos operadores no Brasil, o que é ensinado e onde é feito o curso de operador de empilhadeira.

Outra questão bastante pertinente é se essa formação possui validade, e se as empresas são obrigadas a oferecer reciclagem do curso de operador de empilhadeira ou não.

Seja você um gestor na intralogística ou um estudante em busca de qualificação profissional que quer fazer o curso, depois de ler este artigo você vai ter uma boa ideia do que é e como funciona essa formação.

O que é ensinado no curso de operador de empilhadeira?

Afinal de contas o que se aprende no curso técnico para ser um operador de empilhadeiras? Vamos ver aqui alguns tópicos importantes.

Conceito de equilíbrio da empilhadeira

O conceito de equilíbrio é um dos pilares da formação do operador. Deixar que alguém opere uma empilhadeira sem entender esse conceito é um risco.

As empilhadeiras funcionam como gangorras, tendo a roda dianteira como a base da gangorra, veja imagem ilustrativa para entender:

 

Na imagem podemos ver que o peso do palete exerce força nos garfos, para baixo, e o contrapeso da máquina exerce força na parte traseira para que ela não faça um tombamento frontal.

O que acontece quando um operador tenta levantar um palete mais pesado do que a capacidade real da empilhadeira? Ela tomba pra frente e levanta suas rodas traseiras.

Atenção: capacidade nominal de carga é diferente da capacidade real de carga da empilhadeira, que por sua vez é diferente da capacidade residual.

O que é capacidade nominal, capacidade real e capacidade residual da empilhadeira?

Capacidade nominal é a capacidade informada pelo fabricante, por exemplo, a maioria das empilhadeiras do Brasil são de capacidade nominal 2.500kg no modelo GLP de contrapeso.

Mas não é porque a máquina tem o adesivo dizendo que sua capacidade nominal é de 2.500kg que ela é capaz de levantar um palete de 2.500kg.

Como vimos na imagem da “gangorra” acima, a distância do centro de carga influencia na relação de equilíbrio da empilhadeira.

Portanto, se a máquina tem uma torre triplex, ela possui três perfis, ao invés de dois, considerados na máquina padrão duplex. Um perfil a mais significa mais peso para o lado do palete e também um centro de carga um pouco mais distante da roda dianteira.

Por conta desse peso adicional de dois perfis a mais, um de cada lado, para a torre triplex e a distância maior, atuam do lado contrário do contrapeso.

Nessa correlação de equilíbrio temos que considerar também o protetor de carga, muito comum no Brasil, mas não utilizado na Europa, por exemplo. Se a máquina é importada provavelmente virá sem protetor de carga.

Além disso o porta garfos tem o seu peso, e se foi colocado algum implemento sobreposto ao porta garfos, isso deixa a carga mais distante da roda dianteira, o que também influencia na correlação de equilíbrio que explicamos em detalhes no nosso artigo “o que é curva residual da empilhadeira”, no site parceiro Painel Logístico.

Por esses fatores, citados acima, sabemos que é comum que as empilhadeiras de 2.500Kg com torre triplex só levantem 2.300kg do chão.

Para entender a capacidade residual da empilhadeira você precisa entender o conceito de alavanca e os vetores da física presentes no momento que a empilhadeira eleva um palete, só assim você vai entender o porque uma empilhadeira de 2.500kg só consegue elevar 1.600kg na sua elevação máxima.

Mas explicar esse conceito em detalhes fugiria muito do tema deste artigo e é por isso que recomendamos a leitura detalhada e integral do artigo: o que é curva residual da empilhadeira. Publicado no site parceiro Painel Logístico.

Segurança ao operar uma empilhadeira

Outro aspecto fundamental da formação de operador, diz respeito às regras de segurança.

As normas regulamentadoras NR11 e NR12 determinam procedimentos de segurança que são transmitidos aos operadores durante sua formação.

E é justamente por causa da NR11 e NR12 que os operadores são obrigados a terem uma formação antes de conduzirem seus equipamentos.

Outra determinação das normas é que o operador porte cartão de identificação em local visível, deixando claro para todos ao redor que se trata de um operador habilitado.

A empresa é obrigada a dar um treinamento de reciclagem aos seus funcionários quando há uma alteração significativa no tipo de máquina a ser utilizado. No nosso entendimento, quando houver mudança de empilhadeira GLP para empilhadeira elétrica, caberia um curso de reciclagem para todos os operadores de empilhadeiras envolvidos.

A norma também estabelece que os fabricantes das empilhadeiras enviem um manual de operação com informações claras sobre a operação e conservação dos equipamentos.

Qualquer peça que apresente sinais de defeito deve ser trocada imediatamente, com o objetivo de preservar a segurança da operação.

Existem duas interpretações sobre a parte do oferecimento de curso e reciclagem por parte do empregador aos funcionários:

  • Algumas pessoas entendem que o empregador deve dar um curso de reciclagem todos os anos aos seus operadores, isso porque a norma estabelece que o cartão de identificação do operador deve ter validade de um ano no máximo;

     

  • Outro ponto que gera dupla interpretação é com relação ao que diz a norma sobre o dever do empregador oferecer reciclagem aos seus colaboradores quando houver mudança na operação dos equipamentos, o que abre margem para a dicussão sobre o modelo de máquina que o operador teve na sua formação e qual modelo ele usa para trabalhar. Por exemplo, se ele teve aula com a GLP e vai trabalhar numa empilhadeira elétrica.

     

Tendo em vista essas duas possíveis interpretações, nos dois pontos, é recomendado à todas as empresas que:

Ofereçam um curso de reciclagem todos os anos aos seus operadores.

Voltamos ao ponto inicial deste artigo, nossa enquete do LinkedIn, na qual 39% dos participantes disseram que a principal origem dos problemas das empilhadeiras elétricas são os operadores.

 

Certamente uma reciclagem anual para todos os operadores trará benefícios, como:

  • redução dos custos de manutenção das empilhadeiras, de todos os modelos;
  • mais segurança para a operação, porque os operadores se tornarão mais conscientes.
  • Portanto, independentemente da obrigatoriedade e da discussão jurídica, nós do Empilhando recomendamos que se faça reciclagem anual aos operadores, e durante este momento de pandemia de coronavírus, pela facilidade, recomendamos a reciclagem online de operador de empilhadeira.

    Obrigações do operador de empilhadeira

    As obrigações não ficam somente para o lado da empresa contratante. O operador deve respeitar aquilo que aprendeu no seu curso de operador de empilhadeira, regras como:

    • verificar detalhadamente sua máquina antes de operá-la;
    • informar qualquer sinal de defeito, danos ou avaria;
    • respeitar a capacidade real e a capacidade residual da empilhadeira, verificando a mercadoria a ser levantada, somando o peso da mercadoria ao peso do palete e verificando na tabela de curva residual da empilhadeira se a operação é segura, considerando o centro de carga do produto a ser levantado;
    • ler o manual da máquina oferecido pelo fabricante;
    • não fazer curvas com o palete levantado;
    • não operar de maneira perigosa, agressiva;
    • não bater nas estruturas nem em outras empilhadeiras.

    Se você pretende ser um operador ou se já é um operador de empilhadeiras, respeite as regras de segurança e evite acidentes. Procure sempre se atualizar e se qualificar cada vez mais.

    Além do curso online de reciclagem para operador de empilhadeira, você pode fazer um curso de operação de transpaleteira elétrica, trazendo um diferencial para o seu currículo, que vai chamar a atenção dos recrutadores.

    Regras de abastecimento da empilhadeira

    O operador também deve ser cauteloso no momento do reabastecimento da empilhadeira, atencioso e cauteloso para não deixar vazar gás no caso das máquinas

    GLP. Algumas empresas possuem empilhadeiras a Diesel e outras a gasolina, com pitstop interno de abastecimento.

    Outrossim, a troca da bateria é também um procedimento que exige atenção. As baterias tracionárias de chumbo ácido exigem vários procedimentos diários para que seja preservado sua vida útil, fizemos um artigo especial sobre os cuidados com as baterias de empilhadeiras, leia e se atualize!

    Parte teórica do curso de operador de empilhadeira

    Os operadores também aprendem, na sua formação, sobre a história das empilhadeiras que está ligado diretamente às guerras mundiais, quando os exércitos começaram a usar paletes para ganhar velocidade no carregamento e descarregamento de aviões, além de usar menos homens, liberando soldados para o campo de batalha.

    Certamente faz parte da formação teórica conhecer os tipos de empilhadeiras, tais como de contrapeso, retrátil, trilateral e patolada.

    Onde fazer o curso de operador de empilhadeira?

    Sem dúvida a primeira escola que vem na nossa mente é o SENAI. Lá o curso possui 32 horas de formação e aborda os temas:

    • Legislação aplicável para empilhadeira
    • Empilhadeiras
    • Componentes da empilhadeira
    • Estabilidade da empilhadeira
    • Controles e instrumentos da empilhadeira
    • Partes e conjuntos internos da empilhadeira
    • Dispositivos auxiliares para empilhadeira
    • Noções de manutenção da empilhadeira
    • Segurança na operação da empilhadeira
    • Operação da Empilhadeira

    Por enquanto não há previsão de novas turmas, mas você pode sempre consultar pelo tsite do Senai.

    Várias outras empresas de treinamento estão habilitadas para oferecer este mesmo curso. Nesse momento da pandemia de coronavírus você pode procurar uma formação de operador online e depois complementar com a prática.

    Quanto custa o curso de operador de empilhadeira?

    Os preços variam de R$ 140,00 até R$ 320,00. Depende muito da região do Brasil em você está e se curso é organizado dentro de uma empresa, para vários funcionários, o que deixa mais barato, ou se é para poucos alunos.

    Já o formação de operador online está custando R$ 97,00 numa promoção feita por uma escola referência no assunto.

    Quais são os requisitos mínimos para ser um operador de empilhadeira?

    Além de fazer a formação específica você deve ter concluído o ensino fundamental e ter pelo menos 18 anos.

    É recomendado que se tenha CNH categoria B, a de carro, porque muitas empresas exigem que seus operadores sejam habilitados nesta categoria.

    Ter muita calma e paciência para suportar a pressão pela produtividade sem colocar em risco seus colegas e a si mesmo, é um diferencial na profissão ;)

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