6 dicas para você tornar sua casa sustentável

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Muitas vezes nós olhamos certas indústrias com horror, por conta das chaminés que ficam cuspindo fumaça o dia todo. Porém, você sabia que nós também temos um papel nisso tudo, e podemos criar um mundo mais ecológico por meio de uma casa sustentável?

Sim, a maneira como lidamos com nosso lixo de cozinha ou de escritório, bem como o modo de comprar e descartar coisas, pode dizer muito sobre nosso comprometimento ecológico. Sem mencionar, é claro, a questão do carro e dos meios de transporte.

Além disso, todo mundo que começa a estudar esse assunto e fazer alterações diárias e graduais, logo descobre que isso não é um “fardo”, mas traz ganhos pessoais. Inclusive financeiros, já que tal estilo de vida é mais econômico.

Um exemplo clássico é o da instalação de uma placa solar 300 watts, cujo investimento costuma retornar em pouco tempo e, depois, gerar apenas economia e poupança.

Naturalmente, não são todas as dicas que podem ser colocadas em prática do dia para a noite. Por isso, abaixo listamos as mais importantes ou mais acessíveis, com a certeza de que aos poucos, é possível começar a fazer alguma diferença.

Então, se você quer compreender do que se trata tudo isso, bem como as dicas práticas que vão além da teoria e permitem que você mesmo faça sua parte, basta seguir adiante na leitura.

Afinal, o que é uma casa sustentável?

Hoje em dia não é incomum, ao menos no Brasil, as escolas ensinarem o que as crianças precisam fazer para viver num mundo mais sustentável e ecologicamente correto. Alguns de nós chegamos a ver essas pautas em aula.

Por exemplo, a questão do aquecimento global, a poluição dos rios, o problema da produção desenfreada, a importância da reciclagem de papel aluminio e dos demais materiais que não são orgânicos e permitem esse recurso, etc.

Mesmo assim, segundo pesquisas do Ibope, o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, nos últimos dez anos, a poluição não apenas aumentou entre nós, como as mortes ocasionadas por ela cresceram na casa de 14%.

Além disso, ainda surgiram problemas novos, que vão além da poluição da água e do ar.

É o caso da poluição visual e da informática (como a informacional, que remete ao excesso de informações, ou mesmo a ocasionada por micro-ondas e sinais de rádio).

Portanto, esse assunto é mais recente e mais urgente do que nunca. Ter uma casa sustentável implica mudar alguns hábitos e consumos, e certamente abandonar algumas “regalias” ou vícios que nem percebíamos ser danosos.

Às vezes, a simples instalação de chuveiros elétricos mais econômicos já pode fazer uma diferença considerável. Em outros casos, a mudança pode ser mais paradigmática, como deixar de usar o carro por alguns dias da semana.

Trata-se, portanto, de uma cultura inteira, de uma rotina que visa a nos tirar da zona de conforto. Não apenas por nós mesmos, é claro, mas também pela comunidade como um todo e pelas próximas gerações.

Adiante, seguem dicas práticas que podem ajudar e muito quem está bem intencionado.

1. Sobre o uso de água e energia

Hoje em dia, tudo é tão fácil que às vezes pensamos que água e luz chegam até nós como que por mágica, sem todo um sistema de geração e manutenção de elementos da natureza. Alguns deles, infelizmente, envolvem processos não renováveis.

A dica de economizar no uso de eletricidade e de água é muito boa, e deve vir em primeiro, pois é uma das mais “tangíveis”. Ou seja, você logo sente a melhoria como uma vantagem no seu bolso. Então, pense criticamente sobre cada uso seu.

Nem sempre é o caso de gastar menos, mas também de mudar algumas aplicações, como a limpeza assoalho madeira. Talvez uma solução a seco seja melhor do que passar meia hora com a mangueira ligada sobre o piso, percebe?

Fechar a torneira enquanto escova os dentes, ou o chuveiro enquanto se ensaboa, é algo clássico e que sempre pode ajudar. Já o reuso da água da máquina ou mesmo do banho não é tão comum, embora seja igualmente proveitoso.

A eletricidade envolve explorar a iluminação natural, descartando a necessidade de luzes ligadas o tempo todo. Hoje em dia, até processos de automatização podem ajudar, para haver um uso apenas quando estritamente necessário.

A utilização de uma luminária led cozinha é uma solução e tanto. Já que, ao contrário das lâmpadas incandescentes, essa solução não impacta negativamente o meio ambiente, e ainda gera economias.

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2. Os descartáveis e as embalagens

Se nós vamos nos esforçar por melhorar nossa rotina, as compras que fazemos têm tudo a ver com isso, e podem começar a mudar desde já.

Qual é, por exemplo, o lixo que sua casa gera todos os dias? Hoje a quantidade de descartáveis é imensa, e costuma incluir:

  • Sacolas plásticas;
  • Pratos e copos;
  • Garrafas pets;
  • Talheres e potes;
  • Objetos de isopor;
  • Entre outros.

O problema é que tais compostos podem demorar até duzentos anos para se decompor na natureza. Portanto, dar prioridade a produtos com rótulos biodegradáveis na hora das compras pode fazer mais diferença do que parece em um primeiro momento.

Outra solução, quando o consumo do descartável é incontornável, é descartar essas embalagens de maneira consciente, favorecendo a reciclagem e o reuso.

Em outros casos, ainda é possível reaproveitar o material de maneira criativa. Isso inclui desde aproveitar um pote de requeijão para guardar tempero, até artesanatos. Assim, além de passar o tempo, você ainda contribui para com o planeta.

3. Posso fazer uma hortinha?

Falando em tempero, você já parou para pensar no impacto da produção de alimentos com agrotóxico, ou mesmo da exploração animal nesse mercado?

Se criar galinhas em uma casa moderna é algo impensável, plantar uma hortinha em potes de sorvete já não parece algo tão distante, não é mesmo?

As hortas pequenas cabem em qualquer lugar, e podem tomar sol na janela da cozinha, mesmo no caso de apartamentos.

Veja exemplos do que você pode produzir por conta e de maneira totalmente natural:

  • Tomate-cereja;
  • Pepinos;
  • Cenouras;
  • Rabanetes;
  • Alface;
  • Espinafre;
  • Cebolinha;
  • Entre outras.

Quem gosta de pimentas também pode investir em algumas soluções bem simples, que vão desde o suave dos mini pimentões vermelhos, passando pela dedo-de-moça até malagueta e outras ainda mais fortes.

4. Por dentro da compostagem

Se você gostou da dica da horta e quer ir além, que tal unir seu hábito de plantar a um reuso que diminui a geração de lixo?

Trata-se das compostagens, que consistem em aplicar lixo orgânico (que não pode ser reciclado) na sua horta, tal como cascas de fruta e borra de café.

No fundo, você estará criando seu próprio adubo, o que é uma maneira de unir dois problemas ao mesmo tempo, fortalecendo suas plantas e a sustentabilidade da casa.

5. Inovando nas fontes de energia?

Acima, mencionamos o poder de uma placa solar. Na verdade, o uso de fontes de energia renováveis pode ir muito além disso, e tem se tornado uma verdadeira filosofia de vida.

Alguns países têm investido cada vez mais em campos eólicos, por exemplo, para evitar as energias que não são sustentáveis.

Os painéis solares, além disso, também podem gerar energia para aquecer a água do banho, ajudando na economia da luz e também do gás.

Se você não pode investir numa placa dessas atualmente, sabia que é possível trazer avanços e soluções à instalação elétrica externa?

É o caso de algumas “lâmpadas solares”, que contam com spots que acumulam a luz do sol durante o dia, e depois se mantêm autônomas durante a noite.

Esse sistema era muito comum em calculadoras financeiras, e tem sido disseminado.

6. Reutilizando a água da chuva

Por fim, que tal aproveitar elementos da própria natureza para favorecê-la? Se você não consegue implementar um sistema de energia eólica em casa, isso não o impede de usar, por exemplo, água da chuva.

Hoje existem sistemas de captação de água pluvial, feitos de tubulações simples e reservatórios que distribuem a água coletada conforme o uso.

Inicialmente, aproveitar a água para atividades secundárias como irrigação automatizada residencial do seu jardim já bastam. Ou mesmo para as plantinhas das dicas que demos no capítulo três.

Depois, é possível dar um passo adiante e canalizar a água pluvial para as torneiras do quintal e da lavanderia, bem como para as caixas ligadas aos vasos sanitários.

Por fim, dependendo da seriedade atribuída à estratégia, é possível instalar uma cisterna abaixo do nível do solo, com um sistema de bombeamento que permite acumular muito mais água e distribuí-la com facilidade sempre que possível.

Com isso, vemos como essas seis dicas podem tornar qualquer casa muito mais sustentável, além de que elas podem ser aplicadas aos poucos.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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